guia
guia
A guia-de-cabea-branca, guia-careca, guia-americana ou pigargo-americano (Haliaeetus leucocephalus) uma guia nativa da Amrica do Norte e o smbolo nacional dos Estados Unidos da Amrica. No obstante, foi caada e envenenada quase at extino.
Arara Azul
Arara Azul
Arara azul um gnero de aves psitacdeas que inclui trs espcies de arara, exclusivas das florestas tropicais da Amrica do Sul e que podem ser observadas no Brasil.

As araras-azuis so aves de grande porte, com comprimento varivel entre os cerca de 70 cm da arara-azul-pequena e os 100 cm da arara-azul-grande, o maior representante da ordem Psittaciformes. A sua plumagem uniforme, em tons de azul ou azul-esverdeado. O bico poderoso e preto. Estas araras distinguem-se dos membros do gnero Ara, pela presena de manchas amarelas na cabea, na zona da bochecha e em torno dos olhos.

Todas as espcies de arara-azul encontram-se em perigo de extino, devido caa e degradao de habitat.


VARIAES:

1- A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) uma arara encontrada na baixa bacia dos rios Paran e Uruguai, na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. parente da Arara-azul-grande e da Arara-azul-de-lear.Tambm conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste, arara-preta, ararana e arana. considerada extinta por muitos pesquisadores por no ser avistada na natureza h mais de 80 anos, sendo que no existem exemplares em cativeiro.

A arara-azul-pequena mede 70 cm de comprimento.Possui uma plumagem azul turquesa com uma grande cabea acinzentada.Ela tem uma longa cauda e um forte bico, possui anis amarelos em forma de meia lua contornando a mandbula.

2- A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) uma ave da famlia Psittacidae, originalmente encontrada nas matas brasileiras.

Possui uma plumagem azul com um anel amarelo em torno dos olhos, e fita da mesma cor na base da mandbula. Seu bico desmesurado parecendo ser maior que o prprio crnio. Sua alimentao, enquanto vivendo livremente, consiste em sementes, frutas, insetos e at de pequenos vertebrados.

Essa arara torna-se madura para a reproduo aos 3 anos e sua poca reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a encubao dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de trs meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, at se aventurarem no primeiro vo. A convivncia familiar dura at um ano e meio de idade, quando os filhotes comeam a se separar gradativamente dos pais.

Pode ser encontrada no Complexo do Pantanal onde projetos de preservao garantiram no ano de 2001 uma populao de 3.000 exemplares. Essa ave est atualmente ameaada de extino, sendo as principais causas a caa, o comrcio clandestino, no qual as aves so capturadas enquanto filhotes, ainda no ninho e a degradao em seu habitat natural atravs da destruio atrpica. Sua distribuio geogrfica no Brasil. Sua distribuio geogrfica no Brasil nos estados de: Amap, Amazonas, Bahia, Gois, Maranho, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Par, Piau, Paran, Santa Catarina, So Paulo e Tocantins.

3- A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) uma ave da famlia Psittacidae, originalmente encontrada nas matas brasileiras, hoje vista raramente e o seu estado de conservao crtico. Pode ser encontrada no interior do estado da Bahia.

Essa arara torna-se madura para a reproduo aos 3 anos e sua poca reprodutiva entre janeiro e novembro. Normalmente nascem 2 filhotes por vez e a gestao dura em torno de 30 dias. Depois do nascimento das araras azuis, elas ficam cerca de 3 meses no ninho sob cuidado dos pais, at se aventurarem no primeiro vo.

Em seu habitat natural, a caatinga, alimenta-se dos frutos duros da palmeira licuri (Syagrus coronata).



Beija Flor
Beija Flor
Trochiliformes uma ordem de aves que inclui apenas a famlia Trochilidae e respectivos 108 gneros, onde se classificam as 322 espcies conhecidas de beija-flor, cuitelo ou colibri. No Brasil, alguns gneros recebem outros nomes, como os rabos-brancos do gnero Phaethornis, ou os bicos-retos, do gnero Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a famlia Trochilidae integrava a ordem Apodiformes, juntamente com os andorinhes. Entre as caractersticas distintivas do grupo contam-se o bico alongado, a alimentao base de nctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vrtebras cervicais, plumagem iridescente e uma lngua extensvel e bifurcada.
O grupo originrio das Amricas e ocorre desde o Alasca a Norte Terra do Fogo, no extremo Sul do continente, numa grande variedade de habitats. A maioria das espcies tropical a subtropical e vive entre as latitudes 10N e 25S. A maior biodiversidade do grupo encontra-se no Brasil e Equador que contam cerca de metade das espcies conhecidas de beija-flor. Os troquildeos esto ausentes do Velho Mundo, onde o seu nicho ecolgico preenchido pela famlia Nectariniidae (Passeriformes).
CARACTERISTICAS FISICAS
Os beija-flores so aves de pequeno porte, que medem em mdia 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espcie e est adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentao de cada tipo de beija-flor. Uma caracterstica comum a lngua bifurcada e extensvel, usada para extrair o nctar das flores.
O esqueleto e constituio muscular dos beija-flores esto adaptados de forma a permitir um vo rpido e extremamente gil. So as nicas aves capazes de voar em marcha-r e de permanecer imveis no ar. O batimento das asas muito rpido e as espcies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores so pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fmeas so em geral maiores que os machos, mas apresentam colorao menos intensa.Vivem em mdia 12 anos e seu tempo de gestao de 13 15 dias.
REPRODUO E COMPORTAMENTO
Tal como a maioria das aves, o sentido do olfato no est muito desenvolvido nos beija-flores; a viso, no entanto, muito apurada. Para alm de poderem identificar cores, os beija-flores so dos poucos vertebrados capazes de detectar cores no espectro ultravioleta.
A alimentao dos beija-flores baseada em nctar (cerca de 90%) e artrpodes, em particular moscas, aranhas e formigas. Os beija-flores so poligmicos. Aproveitando a grande necessidade que os beija-flores tm de um alimento energtico de rpida utilizao, como o nctar, que contm carbohidratos em concentrao varivel em torno de 15 a 25%, possvel atra-los para fontes artificiais de solues aucaradas, os chamados "bebedouros" para beija-flores. Trata-se de recipientes com corolas artificiais onde colocada uma soluo aucarada cuja concentrao recomendada de 20%. Uma crena, que tudo indica foi iniciada a partir de uma publicao de autoria do naturalista Augusto Ruschi, diz que o uso desses bebedouros pode ocasionar doenas nessas aves, podendo at mat-las. Porm no h, na literatura ornitolgica, nenhum trabalho cientfico comprovando isto. Essa crena tornou-se extremamente difundida na populao.A doena qual Ruschi se referiu seria a candidase, infeco oportunista causada pelo fungo Candida albicans, que acometeria a boca dos beija-flores. possvel que esse autor tenha de fato observado essa doena em seus beija-flores, mantidos em viveiros, pelo fato de se encontrarem imuno-deprimidos pelas prprias condies do cativeiro. De qualquer forma, aconselhvel que todos que forem se utilizar desse artifcio para atrao de beija-flores para seus jardins, sacadas, etc, que procedam limpeza diria dos bebedouros e troca da soluo aucarada preparada sempre com acar comum, evitando utilizar mel, acar mascavo e outros preparados, com maior facilidade de fermentao.

Cacatuas
Cacatuas
As cacatuas so aves psitaciformes, pertencentes famlia Psittacidae. So muito semelhantes aos papagaios no seu bico curvo e morfologia zigodctila dos ps (dois dedos para a frente, dois para trs). Como caractersticas distintivas, as cacatuas apresentam uma crista mvel e plumagem de cores simples. Enquanto grupo, as cacatuas tm distribuio geogrfica restrita Austrlia e ilhas vizinhas. H cerca de 20 espcies de cacatua.

O grupo j foi considerado como uma famlia separada, Cacatuidae, da ordem Psittaciformes, mas a taxonomia de Sibley-Ahlquist integra as cacatuas na famlia Psittacidae. Pertence famlia dos psitacdeos, que rene cerca de 330 espcies. Barulhenta e colorida, a cacatua tem bico encurvado e ps com grande capacidade de movimentao, usados para andar, trepar em rvores e levar comida boca.So psitacdeos grandes, dotados de um penacho que erguido em exibies de corte. Encontradas apenas no Sudeste Asitico e na Austrlia, so especializadas em comer sementes e quebrar nozes. Se renem em grandes bandos. Tm cauda curta. um dos poucos psitacdeos totalmente brancos conhecidos. Alimentam-se principalmente no solo. Asas: As cacatuas so boas voadoras. Suas asas so afiladas ou arredondadas. Quase sempre voam em bandos ruidosos, que podem ter desde pares at centenas de aves. Bico: Se alimentam basicamente de vegetais. Usam o bico para quebrar e abrir sementes e nozes ou para morder frutos. A maxila superior, maior que a inferior, tem relativa mobilidade. Termina em um gancho pontudo, que utiliza para se alimentar e escalar. A lngua costuma ser grossa e spera. Ps: Usam-nos para pegar comida e lev-la boca.
Cgados
Cgados
Chelidae uma famlia do grupo de quelnios (Ordem Testudinata), tambm chamada de cgados pescoo de cobra . O nome deriva do pescoo, que relativamente comprido e estreito.

A famlia constituida por cerca de 40 espcies classificadas em 11 gneros distribuidos pela Austrlia, Nova Guin e Amrica do Sul. O habitat preferencial em florestas, junto de rios de curso lento lagoas rasas e terrenos pantanosos. A carapaa dos cgados ovalada e de cor escura. A maioria das espcies do grupo carnvora e alimenta-se de vermes, moluscos, pequenos peixes, vegetais, crustceo e insectos; h tambm espcies omnvoras.

So tambm conhecidos por angapara, cgado-dgua-doce, cangapara, sapo-concho, e, na Bahia, ajap.

A famlia Chelidae surgiu durante o Miocnico.
Cervo Pantanal
Cervo Pantanal
O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) um mamfero ruminante, da famlia dos cervdeos. o maior veado da Amrica do Sul. Vive nas regies pantanosas e ao longo das bordas das florestas do Brasil, Uruguai, Paraguai e Guianas. Os cascos desse animal podem ficar completamente abertos e as duas metades em que eles se dividem se mantm unidas por uma membrana interdigital. Esses cascos evitam que o animal afunde no lodo. O cervo-do-Pantanal tem uma galhada bifurcada, com cinco pontas em cada haste. muito arisco e esconde-se durante o dia. noite, vai para as clareiras em grupos de cinco ou mais para alimentar-se de capim, juncos e plantas aquticas. O cervo frequentemente entra na gua. Os machos, ao contrrio da maioria dos outros antlopes, no lutam pela posse das fmeas.

Embora sua carne no sirva para comer, o cervo-do-Pantanal caado por causa do seu couro e da galhada. Os ndios da Amrica do Sul preparam vrios tipos de remdio com a galhada do cervo-do-Pantanal, desde uma "poo do amor" at uma mistura para facilitar o parto.
Falco
Falco
Falco o nome genrico dado a vrias aves da famlia Falconidae, mais estritamente aos animais classificados dentro do gnero Falco. O que diferencia os falces das demais aves de rapina o fato de terem evoludo no sentido de uma especializao no voo em velocidade (em oposio ao voo planado das guias e abutres e ao voo acrobtico dos gavies), facilitado pelas asas pontiagudas e finas, favorecendo a caa em espaos abertos da o fato dos falces no serem aves de ambientes florestais, preferindo montanhas e penhascos, pradarias, estepes e desertos. Os falces podem ser identificados, alis, pelo fato de no planarem em correntes termais, como outras aves de rapina. O falco-peregrino, especializado na caa de aves mdias e grandes em voo, pode atingir 350 km/h em voo picado e o animal mais rpido da terra. Diferentemente das guias e gavies, que matam suas presas com os ps, os falces utilizam as garras apenas para apreenderem a presa, matando-a depois com o bico por desconjuntamento das vrtebras, para o que possuem um rebordo em forma de dente na mandbula superior.

Na Idade Mdia, os falces eram apreciados como animais de caa acessveis apenas elite (reis e nobreza).
Flamingo
Flamingo
O flamingo (Phoenicopterus spp.) uma ave pertencente famlia Phoenicopteridae da ordem Phoenicopteriformes. Anteriormente pertencia a ordem Ciconiiformes. Alguns autores separam o flamingo-andino e o flamingo-de-james em um gnero parte, Phoenicoparrus, por causa de certas diferenas no bico.

Os flamingos so aves pernaltas, de bico encurvado, que medem entre 90 e 150 cm. A sua plumagem pode ser bastante colorida em tons de rosa vivo. So animais que se alimentam de algas e pequenos crustceos atravs de filtrao.

Os flamingos so aves gregrias, que vivem em bandos numerosos junto a zonas aquticas. Algumas espcies conseguem inclusivamente habitar zonas de salinidade extrema, como os lagos africanos do Vale do Rift.

O flamingo a ave nacional de Trinidad e Tobago.
Leo Albino
Leo Albino
O leo branco constitui uma rara mutao de cor do leo-sul-africano (Panthera leo krugeri), devida a uma particularidade gentica chamada leucismo. No constitui uma subespcie. Distingue-se dos outros apenas pela sua pelagem muito clara, quase branca, causada por anomalias em seus genes. Os seus olhos so dourados ou azuis.

Esta caracterstica no acarreta problemas fisiolgicos ao contrrio do albinismo, o leucismo no confere maior sensibilidade ao sol. No entanto constitui uma desvantagem, pois reduz a sua capacidade de camuflagem na caa s suas presas.


Mico Leo Dourado
Mico Leo Dourado
O Mico-leo-dourado (Leontopithecus rosalia) um primata encontrado originariamente na Mata Atlntica, no sudeste brasileiro. Encontra-se em perigo de extino.

O mico-leo conhecido popularmente por sau, sagi, sagi-piranga, sau vermelho, mico e outras denominaes regionais.

Animal mongamo, uma vez formado o casal, mantm-se fiel. Entre os micos-lees, pequenos primatas americanos, o recm-nascido no passa mais que quatro dias pendurado ao ventre materno. Depois disso, o pai que o carrega, cuida dele, limpa-o e o penteia. A me s se aproxima na hora da mamada. Ele estende os braos e o pai lhe entrega o filhote, que mama durante uns quinze minutos. mas, mesmo nessa hora, o pequeno no gosta que o pai se distancie.

Atualmente, resta apenas um nico local de preservao deste animal, (restam cerca de 1000 no mundo, metade dos quais em cativeiro) a Reserva Biolgica de Poo das Antas, que representa cerca de 2% do habitat original da espcie.

DISCRIO GERAL:
Tem hbitos diurnos e arborcolas. Organizam-se em grupos de at 8 individuos e vivem cerca de 15 anos, sendo a maturidade da fmea atingida com cerca de 1 ano e meio e a do macho com cerca de 2 anos, sua poca reprodutiva de setembro a maro e a gestao demora cerca de 4 meses e meio, gerando, normalmente, entre 1 e 3 filhotes. O mico-leo-dourado um animal pequeno,medindo entre 20 e 26 centmetros com um comprimento caudal entre 31 e 40 centmetros, o adulto pesa entre 360 e 710 gramas, sendo 60 gramas o peso considerado normal para um filhote. So onvoros, o que significa que sua alimentao muito variada, neste caso comem frutas, insetos, ovos, pequenas aves e lagartos (em cativeiro as aves e lagartos so substitudos por carne). Tem uma pelagem sedosa e brilhante, de cor alaranjada e uma juba em torno da cabea, o que deu origem ao seu nome popular.

COMPORTAMENTO SOCIAL:
umas espcie altamente social.So encontrados,na natureza,em grupos de 2 a 8 indivduos,frequentemente constitudo por membros da mesma familia.O grupo consiste do casal reprodutor,1 ou 2 filhotes e outros membros.So altamente territoriais e defendem seus territrio com ameaas vocais.



Ona Pintada
Ona Pintada
A ona-pintada (Panthera onca), tambm conhecida por jaguar ou jaguaret, um mamfero da ordem dos carnvoros, membro da famlia dos feldeos, encontrada nas regies quentes e temperadas do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos at o norte da Argentina. um smbolo da fauna brasileira. Os vocbulos "jaguar" e "jaguaret" tm origem no termo guarani "jaguarete". Na mitologia maia, apesar ter sido cotada como um animal sagrado, era caada em cerimnias de iniciao dos homens como guerreiros.

DISTRIBUIO GEOGRFICA:
Seu habitat preferencial so zonas florestais, mas a espcie tambm vive em plancies pantanosas e savanas, sendo fortemente influenciada por regies com corpos de gua frequentadas por suas presas preferidas. J foram encontradas em regies acima de 3.800 m de altitude,mas tenem a evitar as regies montanhosas. Existe em praticamentes todos os pases da Amrica continental:Argentina, Belize, Bolvia, Brasil, Colmbia, Costa Rica (particularmente na Pennsula de Osa), Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Honduras, Mxico, Nicargua, Panam, Paraguai, Peru, Suriname, Estados Unidos e Venezuela. Est extinta em El Salvador e no Uruguai.
A incluso dos Estadous Unidos na lista basicamnete devido a avistamentos ocasionais, no sudoeste, principalmente no Arizona, Novo Mxico e Texas.

CARACTERSTICAS FSICAS:
A ona-pintada se parece muito, primeira vista, com o leopardo. Um exame mais detalhado mostra, contudo, que sua padronagem de plo apresenta diferenas significativas. Enquanto o leopardo apresenta rosetas menores mas em maior quantidade, as manchas da ona so mais dispersas e desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio. O interior dessas manchas de um dourado/amarelo mais escuro que o restante da pelagem. Existem tambm alguns indivduos melnicos, as chamadas onas-pretas. Elas no pertencem a uma outra espcie, e suas manchas ainda so facilmente reconhecveis na pelagem escura; trata-se apenas de uma mutao gentica na qual os indivduos produzem mais melanina do que o normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desses animais.

A cabea da ona proporcionalmente maior em relao ao corpo. Um exemplar adulto alcana at 2,10 m de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg, embora, em mdia, os machos pesem 90 kg e as fmeas 75 kg. A altura da cernelha de aproximadamente 70 cm, sendo o maior felino das Amricas.

A ona pintada o maior mamfero carnvoro do Brasil, e necessita de pelo menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupao de um territrio de 25 a 80 km por indivduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas.

A ona seleciona naturalmente as presas mais fceis de serem abatidas, em geral indivduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar como benefcio para a prpria populao de presas.

Apesar de ser to temida, foge da presena humana e mesmo nas histrias mais antigas, so raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um amplo territrio para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de animais domsticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rpida reduo de seu habitat, esse feldeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extino no Brasil.

ALIMENTAO:
A ona-pintada uma excelente caadora. As patas curtas no lhe permitem longas corridas, porm lhe proporcionam grande fora, fundamental para dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas, tamandus e at mesmo jacars. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram grandes serpentes (jibias e sucuris), em situaes extremas. Na Venezuela foram registrados casos de onas a devorar sucuris adultas. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vtimas, mordendo-as no pescoo, a ona o faz atacando-as diretamente na cervical, graas a suas mandbulas poderosas, as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte entre os carnvoros terrestres. Esses felinos frequentemente matam animais como a capivara e pequenos macacos mordendo lhes o crnio, sendo o nico felino a fazer isto. A mordida de uma ona pode facilmente atravessar o casco de uma tartaruga. Apesar disso, a ona no se furta em comer pequenos animais se a chance lhe aparece.

REPRODUO:
As onas-pintadas so solitrias e s buscam a companhia de um par durante a poca de acasalamento. A gestao dura em mdia 100 dias e at quatro filhotes podem ser gerados.

Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos trs anos, e as fmeas, com dois anos. Em cativeiro, as onas vivem at 20 anos; j a expectativa de vida para as onas selvagens cai pela metade.

Na poca reprodutiva, as onas perdem um pouco os seus hbitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperao na caa. Normalmente, o macho separa-se da fmea antes dos filhotes nascerem. Em geral nascem, no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e s depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros e podendo assim se reproduzirem.






Orca
Orca
A orca (Orcinus orca) (popularmente conhecida como baleia-assassina) o membro de maior porte da famlia Delphinidae (ordem dos cetceos) e um predador verstil, podendo comer peixes, moluscos, aves, tartarugas, ainda que, caando em grupo, consigam capturar presas de tamanho maior, incluindo morsas e "baleias". O nome baleia assassina provm da traduo direta do ingls "killer whale". Est, portanto, no topo da cadeia alimentar ocenica. Pode chegar a pesar nove toneladas. o segundo mamfero de maior rea de distribuio geogrfica (logo a seguir ao homem), podendo encontrar-se em qualquer um dos oceanos.

Tm uma vida social complexa, baseada na formao e manuteno de grupos familiares extensos. Comunicam-se atravs de sons e costumam viajar em formaes que assomam ocasionalmente superfcie. A primeira descrio da espcie foi feita por Plnio, o Velho que j a descrevia como um monstro martimo feroz. At hoje s houve dois casos de ataques fatais a seres humanos: um ocorreu na Malsia em 1928 quando quatro desses animais foram atacados por um pescador, esses revidaram e atacaram o barco e o homem, matando o mesmo; o outro caso ocorreu em fevereiro de 2010, quando uma treinadora do SeaWorld em Orlando, foi atacada e morreu no estdio do show. Outros casos de agresses ocorreram a treinadores de orcas, mas nenhum outro caso de morte foi relatado alm dos j citados. Tanto vivem no mar alto como junto ao litoral.

Denominao:

O nome orca foi dado a estes animais pelos antigos romanos, em princpio, derivado da palavra grega ὄρυξ que (entre outros significados) se referia a uma espcie de baleia.

"Baleia assassina" outro dos nomes mais vulgares. Contudo, desde a dcada de 1960, a comunidade cientfica (principalmente a anglfona) passou, de novo, a utilizar mais frequentemente "orca", que apesar de ter origem "erudita" foi rapidamente aceite pela populao em geral que foi adotando cada vez mais o termo. As razes para esta mudana de nomenclatura popular tambm est ligada ao fato de os leigos terem comeado a interessar-se mais pela espcie, aprendendo, por exemplo, que este animal no , de fato, uma baleia, mas sim um golfinho. A palavra orca era j comum noutras lnguas europeias - o aumento de pesquisas cientficas sobre a espcie ajudou tambm a criar uma certa convergncia na forma de nomear este cetceo. Outra razo relaciona-se com o adjetivo "assassina" que parece ter implcita a ideia errnea de que seria letal para os seres humanos. Orca , quanto a isso, uma opo vocabular mais neutral.

Um grupo de orcas pode, de fato, matar uma grande baleia. Sabe-se que os marinheiros espanhis do sculo XVIII designaram estes animais de asesina de ballenas por esta razo. O termo foi, depois, mal traduzido para ingls como "killer whale" - designao imprpria, mas que se tornou to frequente que os prprios espanhis (e portugueses) adoptaram a "retraduo".

H quem continue a preferir este nome, argumentando que descreve bem um animal predador de outros, incluindo outros cetceos. Alm do mais, esta designao no provm, provavelmente, apenas do termo utilizado pelos marinheiros espanhis. O nome do seu gnero biolgico,"Orcinus" significa "do Inferno" (ver Orcus) e, ainda que o termo "orca" (usado desde a antiguidade) no esteja, provavelmente relacionado etimologicamente, a assonncia poder ter levado as pessoas a pensar que significaria "baleia que traz a morte" ou "demnio do Inferno".

interessante verificar que lnguas no-europeias continuam a designar este animal com termos igualmente intimidantes. Para o povo Haida das Ilhas da Rainha Carlota ao longo da costa da Colmbia Britnica, a orca conhecida como skana ou "demnio assassino". Os japoneses chamam-na de shachi (鯱), cujos caracteres kanji combinam os radicais para peixe (魚) e tigre (虎).

Evoluo e taxonomia:

A orca a nica espcie do gnero Orcinus e foi originalmente descrita por Lineu em 1758 no Systema Naturae. uma das trinta e cinco espcies da famlia dos golfinhos. Tal como o gnero Physeter, tambm com apenas uma espcie (o cachalote), o gnero Orcinus caracteriza-se por um populao abundante sem parentes imediatos do ponto de vista da cladstica. Os paleontlogos acreditam que a orca pode ter tido, provavelmente, um passado evolucionrio anagentico; isto , uma evoluo de ancestral para descendente sem se verificar qualquer ramificao da linha gentica (formao de espcies aparentadas, coexistindo no tempo). Se assim fosse, a orca passaria a ser uma das mais antigas espcies de golfinhos, ainda que seja pouco provvel que seja to antiga quanto a prpria famlia, cujo incio datado em cerca de cinco milhes de anos. No entanto, h pelo menos trs a cinco tipos de orcas que so suficientemente distinas para serem consideradas raas. subespcies, ou possivelmente mesmo espcies. Nas dcadas de 1970 e 80, pesquisa ao largo da costa ocidental do Canad e Estados Unidos identificaram trs tipos:

Residentes: A mais comummente avistada das trs populaes na guas costeiras do Pacfico nordeste, incluindo em Puget Sound. A dieta das orcas residentes consiste principalmente de peixe e Lula e vivem em grupos familiares complexos e coesos. Os laos familiares duram a vida inteira, muitas vezes vivendo em grupos matrilineares grandes e fazendo vocalizaes em dialectos muito variveis e complexos. "A unidade bsica da sociedade de orcas residentes a me, todos os seus descendentes dependentes (com aproximadamente dez anos ou menos), assim como a sua descendncia adulta, incluindo os filhos destes. As fmeas podem eventualmente passar menos tempo com as suas mes, medida que forem produzindo crias suas, mas machos residentes parecem permanecer com as suas mes as suas vidas inteiras. Deixam-nas por perodos curtos para acasalar fora do seu grupo maternal, mas voltam para as suas mes depois disso." Fmeas residentes tm caracteristicamente uma barbatana dorsal arredondada que termina num canto agudo. So conhecidas por visitar a mesmas reas consistentemente. Nas populaes residentes da Colmbia Britnica e Washington investigadores identificaram e nomearam mais de 300 orcas ao longo dos ltimos 30 anos.
Temporrias: A dieta destas orcas consiste quase exclusivamente de mamferos marinhos; eles no comem peixe. No sul do Alasca viajam geralmente em pequenos grupos, normalmente de dois a seis animais. Ao contrrio das residentes, no permanecem sempre nas suas unidades familiares. As unidades consistem de grupos mais pequenos com laos familiares menos permanentes e com vocalizaes em dialectos menos variveis e menos complexos. As fmeas possuem barbatanas dorsais mais triangulares e ponteagudas do que as residentes. A rea cinzenta ou branca volta da barbatana dorsal, conhecida como "sela", muitas vezes contm alguma colorao preta nas residentes. Em populaes temporrias so uniformente cinzentas. Estas populaes transitam largamente ao longo da costa tendo alguns indivduos sido avistados no sul do Alasca e mais tarde na Califrnia.
Offshore (populao ao largo da costa): Estas baleias assassinas foram descobertas em 1988 pelo investigador Jim Darling, que avistou algumas orcas no mar aberto. Estas cruzam os oceanos e acredita-se que se alimentam primariamente de peixes em cardumes. No entanto, dada a presena de barbatanas dorsais cicatrizadas e danificadas semelhantes s presentes na caadoras das transiuntes caadoras de mamferos, no se pode excluir a possibilidade de que estas comam mamferos e tubares. Tem sido maioritariamente encontradas ao largo da costa ocidental da Ilha Vancouver e perto das Ilhas da Rainha Carlota. Foram avistadas as viajar em grupos de 60 animais. Actualmente, sabe-se pouco sobre os hbitos desta populao, mas podem ser distinguidos geneticamente de residentes e temporrias. Offshores parecem ser mais pequenas do que as residentes e as em trnsito e as fmeas so caracterizadas pela ponta da barbatana dorsal que arredondada.
Parece haver uma correlao entre a dieta de uma populao e o seu comportamento social. Orcas piscvoras no Alasca e na Noruega foram tambm observadas tendo estruturas sociais semelhantes s residentes. Orcas que se alimentam de mamferos na Argentina e Ilhas Crozet foram observadas tendo comportamento mais parecido com as temporrias. Temporrias e residentes vivem nas mesmas reas, mas tendem a evitar-se mutuamente. O nome temporria originou na crena que estas orcas tinham sido expulsas das populaes residentes maiores. Julga-se que a divergncia evolutiva entre estes dois grupos comeou h dois milhes de anos. Pesquisa gentica recente descobriu que os tipos no se cruzam h at 10 000 anos. Trs tipos de orcas foram recentemene descritas no Antrctico.

O Tipo A parece uma orca "tpica", vive em guas abertas e alimenta-se principalmente de baleia-minke-antrtica.
O Tipo B menor que o Tipo A. Tem uma mancha ocular grande e uma mancha cinzenta nas costas, chamada de "capa dorsal". Alimenta-se principalmente de focas.
O Tipo C o tipo menor de todos e vive em grupos maiores do que qualquer outro tipo de orca. A sua mancha ocular est distinctamente inclinada para a frente, ao invs de paralela ao eixo do corpo. Tal como o tipo B, tem uma capa dorsal. A sua nica presa observada at ao momento o Dissostichus mawsoni (Bacalhau-do-Antrctico). Orcas do tipo B e C vivem perto da Calota polar antrctica, e a presena de diatomceas nestas guas pode ser responsvel pela cor amarelado dos dois tipos. Est a ser feita investigao no sentido de descobrir se as baleias do tipo B e C so espcies diferentes.

Caractersticas fsicas:

Estes animais caracterizam-se por terem o dorso negro e a zona ventral branca. Tm ainda manchas brancas na parte lateral posterior do corpo, bem como acima e detrs dos olhos. Com um corpo pesado e entroncado, tm a maior barbatana dorsal do Reino animal, que pode medir at 1,8 metros de altura (maior e mais erecta nos machos que nas fmeas). Os machos podem medir at 9,5 metros de comprimento e pesar at 6 toneladas; as fmeas so menores, chegando aos 8,5 metros e 5 toneladas, respectivamente. As crias nascem com cerca de 180 kg e medem cerca de 2,4 metros de comprimento.

As orcas macho de maiores dimenses tm um aspecto distinto que no d margem para confuses ao serem identificados. Contudo, vistas distncia em guas temperadas, as fmeas e as crias podem confundir-se com outras espcies, como a Falsa-orca ou o Golfinho-de-Risso.

A maior parte dos dados sobre a vida das orcas foi obtida em pesquisas de longa durao com populaes da costa da Columbia Britnica e de Washington, bem como pela observao de animais em cativeiro. A informao disponvel sobre esta espcie avultada e est devidamente sistematizada pelos naturalistas, o que se deve tambm natureza altamente estruturada dos grupos sociais destes animais. Contudo, grupos transitrios ou residentes noutras reas geogrficas podem ter caractersticas ligeiramente diferentes. As fmeas atingem a maturidade sexual aos 15 anos de idade. A partir dessa altura, tm perodos de ciclo poliestral (cio regular e contnuo) com perodos sem o ciclo estral que podem durar de trs a desasseis meses. As fmeas podem dar luz uma s cria, uma vez cada cinco anos. Nos grupos sociais analisados, os nascimentos podem ocorrer em qualquer poca do ano, havendo uma certa preferncia pelo inverno. A mortalidade dos recm-nascidos elevada - os resultados de uma investigao sugerem que cerca de metade das crias morrem antes de atingir os seis meses. Os filhotes so amamentados at aos dois anos de idade, mas com doze meses j se alimentam de comida slida. As fmeas so frteis at aos 40 anos, o que, em mdia, significa que podem ter at cinco crias. A esperana de vida das fmeas , geralmente, de cinquenta anos, ainda que em casos excepcionais possam viver at aos noventa anos. Os machos tornam-se sexualmente activos com 15 anos de idade e chegam a viver at aos 30 anos (ou at aos 50, em casos excepcionais).

Distribuio geogrfica:

A orca o segundo mamfero com maior rea de distribuio geogrfica no planeta, logo a seguir ao ser humano. Encontram-se em todos os oceanos e na maior parte dos mares, incluindo (o que raro, para os cetceos) o mar Mediterrneo e o mar da Arbia. As guas mais frias das regies temperadas e das regies polares so, contudo, preferidas. Ainda que se encontrem por vezes em guas profundas, as reas costeiras so geralmente preferidas aos ambientes pelgicos.

Existem populaes de orcas particularmente concentradas na zona nordeste da Bacia do Pacfico, onde o Canad faz curva com o Alasca, ao longo da costa da Islndia e na costa setentrional da Noruega. So frequentemente avistadas nas guas antrcticas, acima do limite das calotas polares. De facto, cr-se que se aventuram abaixo da calota de gelo, sobrevivendo apenas com o ar presente em bolsas de ar situadas abaixo do gelo, tal como faz a beluga. No rtico, contudo, a espcie raramente avistada no inverno, no se aproximando da calota polar, visitando estas guas apenas no vero.

A informao sobre outras regies escassa. No existe uma estimativa para a populao global total. Estimativas locais indicam cerca de 70 a 80 000 na Antrctida; 8 000 no Pacfico tropical (ainda que as guas tropicais no sejam o ambiente preferido destes animais, a grande dimenso desta rea ocenica - 19 milhes de quilmetros quadrados - significa que podero a viver milhares de orcas); cerca de 2 000 junto ao Japo; 1 500 nas guas mais frias do nordeste do Pacfico e 1 500 junto Noruega. Se juntarmos os dados de estimativas menos precisas sobre reas menos investigadas, a populao total poder ascender aos 100 000.

Interao social:

As orcas tm um sistema social de agrupamento bastante complexo. A unidade bsica a linha matriarcal que consiste numa nica fmea, mais velha, e os seus descendentes. Os filhos e filhas da matriarca fazem parte desta linha, tal como os filhos e filhas destas ltimas filhas - contudo, os filhos e filhas de qualquer um dos filhos passaro a viver com a linha matriarcal das suas companheiras de acasalamento) - e assim sucessivamente, ao longo da rvore genealgica destes animais. Como as fmeas podem viver at cerca de noventa anos, no raro encontrar quatro ou mesmo cinco geraes de orcas a viver na mesma linha. Estes grupos matrilineares so muito estveis e mantm-se durante anos. Os seus elementos apenas os abandonam, nunca mais de algumas horas, com o fim de procurar alimento ou acasalar. No h registo de nenhuma expulso de um indivduo destes grupos. O tamanho mdio de uma linha matriarcal de cerca de nove animais, segundo as estatsticas efectuadas junto s orcas do Pacfico nordeste.

As linhas matriarcais tm alguma tendncia a juntarem-se a outras, de forma a constiturem grupos (em ingls utiliza-se o substantivo colectivo "pod" que no tem correspondente em portugus, para conjunto de "baleias", a no ser a palavra "baleal", proposta pelo dicionrio Houaiss, que, na falta de outro termo - j que cardume, ou mesmo manada, apesar de tambm serem usados, parecem ainda mais imprprios - ser usado neste artigo, tendo em conta, contudo, que as orcas no so baleias) que tm, em mdia, cerca de 18 indivduos. Os membros de um "baleal" partilham do mesmo dialecto (os sons distintivos da espcie), havendo indcios de que so todos aparentados pelo lado materno. Ao contrrio das linhas matriarcais, os baleais podem separar-se nas linhas que os constituem por vrios dias ou semanas, em busca de comida, at voltarem a juntar-se. O maior baleal registado tinha 49 membros.

O prximo nvel de organizao dos grupos de orcas o "cl", que consiste na reunio dos vrios baleais com dialectos semelhantes. Novamente, verifica-se que as relaes entre os vrios baleais tm um fundamento genealgico, por linha materna. Vrios cls podem partilhar a mesma rea geogrfica. H registo de baleais de cls diferentes viajando em conjunto. Quando baleais residentes se juntam para viajarem como um cl, h um ritual de reconhecimento, com saudaes que consistem em colocarem-se em linhas paralelas semelhantes, antes de se misturarem por completo.

O ltimo nvel de associao a comunidade que pode ser definida, vagamente, como o conjunto de cls que se unem regularmente. As comunidades no partilham, contudo, quaisquer padres familiares vocais discernveis.

No nordeste do Pacfico conseguiu-se identificar trs comunidades:

A comunidade meridional (1 cl, 3 baleais e 83 orcas em 2000)
A comunidade setentrional (3 cls, 16 baleais e 214 orcas em 2000)
A comunidade do Sul do Alasca (2 cls, 11 baleais e 211 orcas em 2000)
Deve-se enfatizar que estas hierarquias so apenas vlidas para grupos sedentrios ou residentes. Grupos nmadas, caadores de mamferos, so, na generalidade, menores porque, ainda que se baseiem em linhas matriarcais, nota-se uma maior tendncia dos machos para levarem uma vida isolada. Contudo, grupos nmadas mantm uma vaga coeso definida pelos seus dialectos.

O comportamento quotidiano das orcas , geralmente, dividido em quatro actividades bsicas: busca de alimento, viagem, descanso e socializao. Esta ltima costuma ser acompanhada de comportamentos entusisticos, exibindo vrios tipos de saltos e arremessos do corpo, espreitadelas sobre a gua, alm de baterem com as barbatanas na gua e erguerem a cabea. Grupos constitudos apenas por machos interagem, frequentemente, com os pnis erectos. No se sabe se este gnero de interaco um comportamento apenas ldico ou se comporta manifestaes de afirmao de papis de dominao.

Alimentao:

As orcas utilizam na sua alimentao uma grande diversidade de presas diferentes. Populaes especficas tm tendncia a especializar-se em presas especficas, mesmo com o prejuzo de ignorarem outras presas em potncia. Por exemplo, algumas populaes do mar da Noruega e da Gronelndia so especializadas no arenque, seguindo as rotas migratrias deste peixe at costa norueguesa, em cada outono. Outras populaes preferem caar focas.

A orca o nico cetceo que caa regularmente outros cetceos. H registos de vinte e duas espcies de cetceos caadas por orcas, seja pelo exame do contedo do estmago, seja pela observao das cicatrizes no corpo de outros cetceos ou, simplesmente, pela observao do seu comportamento alimentar. Baleais de orcas chegaram mesmo a atacar baleias comuns, baleias-de-minke, baleias-cinzentas ou, mesmo, jovens baleias-azuis. Neste ltimo caso, os grupos de orcas perseguem a cria de baleia azul, em conjunto com a sua me, at ao esgotamento de ambas. Por vezes conseguem separar o par. De seguida, rodeiam a jovem baleia, impedindo-a de subir superfcie onde esta precisa de tomar ar para respirar. Assim que a cria morre afogada, as orcas podem alimentar-se sem problemas.

H tambm um caso registado de provvel canibalismo. Um estudo levado a cabo por V. I. Shevchenko nas reas temperadas do Sul do Pacfico em 1975 registou a existncia de restos de outras orcas no estmago de dois machos. Das 30 orcas capturadas e examinadas nesta pesquisa, 11 tinham o estmago completamente vazio. Uma percentagem invulgarmente alta que indicia que o canibalismo foi forado, devido falta extrema de alimento.

Mais frequentemente, contudo, as orcas predam cerca de 30 espcies diferentes de peixes, nomeadamente o salmo (incluindo salmo-real e salmo-prateado), arenques e atum. O tubaro-frade, o tubaro-galha-branca-ocenico e, com apenas um caso documentado, um jovem tubaro-branco, so tambm caados pelos seus fgados altamente nutritivos, acreditando-se tambm que so caados no sentido de eliminar ao mximo a competio. Outros mamferos marinhos, incluindo vrias espcies de focas e lees marinhos so tambm procurados pelas populaes que vivem nas regies polares. Morsas ou lontras marinhas so tambm caadas, mas menos frequentemente. A sua dieta inclui ainda sete espcies de aves, incluindo todas as espcies de pinguins ou aves marinhas, como os corvos-marinhos. Alimentam-se tambm de cefalpodes, como o polvo ou lulas.

As orcas so muito inventivas, e de uma crueldade brincalhona impressionante nas suas matanas. Por vezes, atiram focas umas contra as outras, pelo ar, de modo a atordo-las e mat-las. Enquanto que os salmes so, geralmente, caados por uma orca isolada ou por pequenos grupos, os arenque so muitas vezes apanhados pela tcnica da captura em carrossel: as orcas foram os arenques a concentrarem-se numa bola apertada, cercando-os e assustando-os soltando bolhas de ar ou encandeando-os com o seu ventre branco. As orcas batem, ento, com os lobos da cauda sobre o grupo arrebanhado, atordoando ou matando cerca de 10 a 15 arenques com cada pancada. A captura em carrossel s foi documentada na populao masculina de baleias orca de Tysfjord (Noruega) e no caso de algumas espcies ocenicas de golfinhos. Os lees marinhos so mortos por golpes de cabea ou pancadas com os lobos da cauda.

Outras tcnicas mais especializadas so utilizadas por vrias populaes no mundo. Na Patagnia, as orcas alimentam-se de lees marinhos dos sul e crias de elefantes marinhos, forando as presas a dar costa, mesmo correndo o risco de elas mesmas ficarem, temporariamente, em terra. As orcas observam o que se passa superfcie, atravs de um comportamento designado de spyhopping, que lhes permite localizar focas a descansar sobre massas de gelo flutuante. A tcnica consiste em criar uma onda que obrigue o animal a cair gua, onde outra orca o espera, para o matar.

Em mdia, uma orca come cerca de 60 kg de comida por dia. Com uma tal variedade de presas e sem outros predadores que no o homem, um animal bem no topo na cadeia alimentar.

Sons:

Tal como os outros golfinhos, as orcas so animais com um comportamento vocal complexo. Produzem uma grande variedade de estalidos e assobios usados em comunicao e ecolocalizao. Os tipos de vocalizao variam com o tipo de actividade. Naturalmente que, enquanto descansam, emitem menos sons, ainda que faam ocasionalmente um chamamento bem distinto daqueles que usam num comportamento mais activo.

Os baleais sedentrios tm uma maior tendncia para a vocalizao que os grupos nmadas. Os cientistas indicam duas razes principais para este facto. Em primeiro lugar, as orcas residentes mantm-se no mesmo grupo social por muito mais tempo, desenvolvendo, assim, relaes sociais mais complexas - o que implica tambm um maior desenvolvimento local e uma maior partilha de sons prprios do grupo. Os grupos nmadas, como ficam juntos por perodos mais passageiros (algumas horas ou dias), comunicam tambm menos. Em segundo lugar, as orcas nmadas tm maior tendncia para se alimentarem de mamferos, ao contrrio das orcas residentes, que preferem peixes. As orcas predadoras de mamferos necessitam, naturalmente, de passar despercebidas pelos animais que pretendem apanhar de surpresa. Usam por isso, apenas estalidos isolados (o chamado "estalido crptico") para ecolocalizao, em vez da longa srie de estalidos observada noutras espcies.

Os grupos residentes apresentam dialectos regionais. Cada baleal tem as suas prprias "canes" ou conjuntos de assobios e estalidos que so constantemente repetidos. Cada membro do baleal parece conhecer todo o repertrio do grupo, de forma que no possvel identificar especificamente um animal apenas pela sua voz - apenas possvel identificar o grupo dialectal. Uma cano pode ser especfica de um grupo ou partilhada por vrios. O grau de semelhana nas vocalizaes de dois grupos distintos parece estar mais relacionada com a proximidade genealgica dos dois grupos que com a proximidade geogrfica. Dois grupos que partilhem um conjunto de ancestrais comuns mas que vivam em locais distantes continuaro a ter um repertrio de canes muito semelhante. Isto sugere que as canes passem de me para filho durante o perodo de amamentao.







Pato
Pato
O pato (conhecido em Portugal como pato-mudo) uma ave que pertence a famlia Anseridae na qual esto inseridas as sub-famlias Dendrocygninae, Anatinae, Merginae ou Oxyurinae originria da Amrica do Sul.

So aves geralmente menores que os anserdeos (gansos e cisnes) e podem ser encontrados tanto em gua doce como salgada. Os patos alimentam-se de vegetao aqutica, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espcies so aves migradoras.

Os machos se diferenciam das fmeas principalmente pela diferena dos sons emitidos pelos animais (o macho emite um som que se assemelha a de um assopro, enquanto a fmea emite um som semelhante a algo como [fi'fi]) e por possuirem carnculas ("verrugas vermelhas") na cabea e ao redor dos olhos. Os patos so utilizados pelo homem na alimentao, vesturio (as penas) e de entretenimento (caa).

Algumas pessoas caam essas espcies(selvagens), fazendo com que a cada dia, se tornem menos numerosas, correndo risco de extino, exceto as espcies criadas para corte (abate).

O pato um dos poucos animais da natureza que anda, nada e voa com razovel competncia. o nico animal que consegue dormir com metade do crebro e manter a outra em alerta. dotado de perfeito senso de direo e comunidade.
Peixe Boi
Peixe Boi
O peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) uma espcie de peixe-boi da famlia dos triquecdeos que pode ser encontrada do litoral dos Estados Unidos at o Nordeste do Brasil. Tais animais chegam a medir at 4 metros de comprimento.
Pica Pau
Pica Pau
O pica-pau uma ave da ordem Piciformes, famlia Picidae, de tamanho pequeno a mdio com penas coloridas e na maioria dos machos com uma crista vermelha. Vivem em bosques onde fazem seus ninhos abrindo uma cavidade nos troncos das rvores. Alimentam-se principalmente de larvas de insetos que esto dentro dos troncos de rvores, alargando a cavidade onde se encontram as larvas com seu poderoso bico e introduzindo sua lngua longa e umedecida pelas glndulas salivares. Os ninhos so escavados em troncos de rvores o mais alto possvel para proteo contra predadores. Os ovos, de 4 a 5, so chocados pela fmea e tambm pelo macho durante at 20 dias, dependendo da espcie.
Raias
Raias
As raias, arraias ou peixes batides so peixes cartilaginosos (Chondrichthyes) marinhos classificados na superordem Bathoidea (ou Rajomorphii) dos Elasmobranchii, que agrupa tambm os tubares. As raias tm o corpo achatado dorsiventralmente e, por consequncia, as fendas branquiais encontram-se por baixo da cabea essa a principal caracterstica que distingue os peixes batides dos "verdadeiros" tubares. Vivem normalmente no fundo do mar (demersais), embora algumas, como a jamanta, sejam pelgicas.

As raias "tpicas" tm as barbatanas peitorais como uma extenso do corpo, de forma arredondada ou em losango, pelo que se refere ao seu corpo como o "disco". Podem considerar-se neste grupo, no s as verdadeiras raias (com pequenas barbatanas dorsais na extremidade da cauda), mas tambm os peixes-serra (ver abaixo), os uges ou rates (com um espinho venenoso na cauda), as raias elctricas e os peixes-guitarra e mesmo os tubares-anjos (embora estes tenham as fendas branquiais parcialmente dos lados do corpo).

As raias so muito prximas dos tubares, do ponto de vista filogentico, de tal forma que so includos na mesma subclasse (Elasmobranchii), por isso a diviso entre raias e tubares meramente morfolgica. No entanto, alguns autores decidiram agrup-las na superordem Bathoidea.

Os peixes-serra (Pristiformes) so semelhantes aos tubares-serra (Pristiophoriformes), por terem tambm a maxila superior transformada numa serra, mas os segundos tm as fendas branquiais dos lados do corpo, por trs das barbatanas peitorais; alm disso, estes ltimos tm um par de barbilhos na serra e dentes desiguais. Em Angola e Moambique, chama-se "serra" ou "peixe-serra" a vrias espcies da famlia dos atuns, que so peixes sseos, no tm a maxila transformada em serra e no tm parentesco prximo com os tubares nem com as raias.

Existe uma espcie de jamanta do Oceano Atlntico, conhecida em Cabo Verde como "gavio-do-mar", em ingls como Lusitanian cownose ray e em espanhol, Gaviln lusitnico (Rhinoptera marginata).

Existe apenas umas famlia de raias que habitam gua doce, principalmente em rios da Amrica Central e Amrica do Sul, a famlia Potamotrygonidae, cujos representantes tm tambm um espinho venenoso na cauda.


Sagui
Sagui
O sagui, soim, mico, so as designaes comuns dadas a vrias espcies de pequenos macacos pertencentes famlia Callitrichidae.

Estes primatas so representados por vrias espcies em territrio brasileiro. Todos os quais possuem o dedo polegar da mo muito curto e no oponvel, as unhas em forma de garras, e dentes molares de frmula 2/2. So espcies de pequeno porte e de cauda longa.

So os menores smios do mundo, esto dispersos por toda a Amrica do Sul e vivem geralmente em bandos que se hospedam, como os esquilos em rvores. Travessos e geis, movem-se a saltos bruscos, emitindo guinchos e assobios que so ouvidos de longe.
Sapo
Sapo
No se deixe enganar pela pele escura e lustrosa e pelos olhos de tom vermelho-sangue: apesar da cara de "sapo das trevas", o pequeno Frostius erythrophthalmus completamente inofensivo. Com apenas 2,5 cm de comprimento, o bichinho a mais nova espcie de anfbio do Brasil, descoberta na mata atlntica do sul da Bahia.
O animal foi descrito por Bruno Pimenta e Ulisses Caramaschi, pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, num artigo na revista cientfica "Zootaxa" ( www.mapress.com/zootaxa ). mais uma prova do pouco que ainda se sabe sobre a biodiversidade da floresta tropical que um dia dominou o litoral do Brasil - e de como esse conhecimento anda crescendo.

Tamandu Mirim
Tamandu Mirim
O tamandu-mirim (Tamandua tetradactyla) um mamfero xenartro da famlia dos mirmecofagdeos, sendo encontrado da Venezuela ao Sul do Brasil. Possui cabea, pernas e parte anterior do dorso de colorao amarelada, restante do corpo negro, formando uma espcie de colete, cauda longa e prensil e patas anteriores com quatro grandes garras.
Tem hbitos preferencialmente noturnos, mas tambm costuma sair em busca de alimento durante o crepsculo. Mamfero, prefere alimentar-se de insetos, sendo a formiga e o cupim seus preferidos. Utiliza as fortes garras para fazer um buraco no cupinzeiro e com a lngua captura os insetos.
Esta espcie encontra-se ameaada pela ao predatria dos homens, pela reduo das florestas, pelas queimadas que eliminam sua fonte de alimento, pelos atropelamentos em rodovias que cruzam seu habitat natural e pelo ataque de ces domsticos.

Tartaruga Verde
Tartaruga Verde
A tartaruga-verde, uruan ou aruan (Chelonia mydas) uma tartaruga marinha da famlia Cheloniidae e o nico membro do gnero Chelonia. A espcie est distribuda por todos os oceanos, nas zonas de guas tropicais e subtropicais. O nome tartaruga-verde deve-se colorao esverdeada da sua gordura corporal.

As tartarugas-verdes crescem, em mdia, at 120 cm de comprimento curvilneo de carapaa e pesam 160 kg em mdia, podendo atingir at 300 kg. uma espcie inteiramente marinha, sem contactos com terra, a no ser as fmeas que pem os ovos em praias.

A espcie encontra-se ainda ameaada aps um longo perodo de caa intensa devido sua carne, usada para fazer sopa, couro e casca.

A tartaruga-verde habitualmente se encontra em guas costeiras com muita vegetao (reas de forrageio), ilhas ou baas onde esto protegidas, sendo raramente avistadas em alto-mar.
Tartaruga-verde - Havai

Sua cabea pequena com um nico par de escamas pr-orbitais e uma mandbula serrilhada que facilita a alimentao.

Sua alimentao varia consideravelmente durante o ciclo de vida: at atingirem 30 cm de comprimento, alimentam-se essencialmente de crustceos, insetos aquticos, ervas marinhas e algas; acima de 30 cm, comem principalmente algas; a nica tartaruga marinha que estritamente herbvora em sua fase adulta

Estimativa mundial da populao: 203.000 fmeas em idade reprodutiva.


Tatu
Tatu
O tatu um mamfero da ordem Xenarthra, famlia Dasypodidae, caracterizado pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente Americano, os tatus habitam savanas, cerrados, matas ciliares, e florestas secas. Tm importncia para a medicina, uma vez que so os nicos animais, para alm do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade.
Os tatus tambm so de grande importncia ecolgica, pois so capazes de alimentar-se de insetos (insetvoro) contribuindo para um equilibrio de populaes de formigas e cupins. Na Universidade da Regio da Campanha - Alegrete/RS, um trabalho de dieta destes daspodos revelou que apenas um exemplar (Dasypus hybridus - tatu mulita) com aproximadamente 2,5 kg de peso consome cerca de 8.855 invertebrados em apenas uma noite ou at menos.
Quando estes animais so caados pelo seu valor cinegtico (caa para alimento) acaba por se desequilibrar o ecossistema pois se extermina um controlador natural de insectos, favorecendo o aumento destes invertebrados, resultando em problemas econmicos para a regio.
Quando se protege de outros predadores, o tatu enrola-se, formando uma bola de armadura quase indestrutvel. Nem um atropelamento de um veculo consegue perfurar a espessa armadura que o cobre.

Ti-sangue
Ti-sangue
O Ti-sangue (Ramphocelus bresilius), tambm conhecido como Sangue-de-Boi uma ave sul-americana passeriforme da famlia dos traupdeos reconhecida pela beleza de sua plumagem vermelha.
DISTRIBUIO
O ti-sangue encontrado na poro oriental do Brasil, da Paraba at Santa Catarina. Vive em res desmatadas ou em campos sujos, capoeiras baixas e restingas.
APARNCIA
A plumagem do macho de um vermelho-vivo, que lhe deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda so pretas. A espcie apresenta dimorfismo sexual, sendo que a plumagem da fmea menos vistosa, de cor parda.
DIETA
O ti-sangue frugvoro, tendo predileo pelos frutos da embaba. Como as rvores do gnero Cecropia so bastante comuns em reas em recuperao, bem como em locais prximos a cursos ou reservas de gua, o Ti-Sangue, apesar de no raro ser vtima de contrabando, no encontra-se imediatamente ameaado de extino.

Tigre Branco
Tigre Branco
Localizao no Zoo: A sua instalao encontra-se junto do Templo dos Primatas e dos rinocerontes.
Identificao:
Os tigres so os maiores feldeos actuais. O tamanho varivel com a subespcie, sendo os tigres-de-samatra os mais pequenos e os tigres-de-amur os de maiores dimenses. A pelagem branca cremosa (clara) com riscas castanhas longitudinais; mais densa no Inverno, como uma adaptao ao frio; os olhos so azuis e o nariz rosado. Estes felinos resultam da expresso de genes recessivos quando ambos os progenitores so portadores do gene responsvel pela cor clara de pelagem. No so animais albinos.


Hbitos:
So mais activos ao crepsculo e durante a noite. Caam por emboscada e dependem mais da viso e da audio do que do olfacto. So solitrios (excepto durante a poca de acasalamento) e territoriais. A cor clara da pelagem no concordante com a estratgia de caa por emboscada, que assenta na camuflagem, e compromete a sobrevivncia destes animais no estado selvagem a ponto de, actualmente, s existirem sob cuidados humanos desenvolvendo hbitos prprios dessa condio.

Dieta:
Os tigres caam preferencialmente veados e porcos selvagens mas tambm outros mamferos, aves, rpteis e peixes. O tigre-branco segue uma dieta carnvora.

Reproduo:
O acasalamento pode ocorrer em qualquer altura do ano. O perodo de gestao de 102 a 112 dias, aps os quais nascem geralmente duas ou trs crias, numa toca ou entre vegetao densa. As crias so amamentadas por trs a seis meses e acompanham a me durante dois a trs anos, aprendendo com ela as tcnicas de caa necessrias sua sobrevivncia futura como adultos solitrios. Os machos atingem a maturidade sexual aos quatro a oito anos de idade e as fmeas aos trs a quatro anos de idade.

Estatuto de conservao e principais ameaas:
Das oito subespcies (ou raas geogrficas) reconhecidas de tigre, trs j esto extintas: o tigre-do-bali (P. tigris balica), desde 1940; o tigre-do-cspio (P. tigris virgata), desde 1970; e o tigre-de-java (P. tigris sondaica), desde 1980. As subespcies P. tigris altaica (tigre-da-sibria), P. tigris sumatrae (tigre-de-samatra) e P. tigris amoyensis (tigre-da-china) so consideradas como "criticamente em perigo", enquanto as restantes esto "em perigo" (segundo a Unio Internacional para a Conservao da Natureza). O estatuto de conservao dos tigres-brancos no est avaliado pela Unio Internacional para a Conservao da Natureza. So animais muito raros que no existem em estado selvagem, apenas sob cuidados humanos.

Tubaro Branco (O Grande Branco)
Tubaro Branco (O Grande Branco)
O tubaro-branco (Carcharodon carcharias) uma espcie de tubaro lamniforme, sendo o peixe predador de maiores dimenses existente na atualidade. Um tubaro-branco pode atingir 7,5 metros de comprimento e pesar at 2,5 toneladas. Esta espcie vive nas guas costeiras de todos os oceanos, desde que haja populaes adequadas das suas presas, em particular pinpedes. Esta espcie a nica que sobrevive, na atualidade, do gnero carcharodon.

Nomes comuns:

A espcie Carcharodon carcharias recebe inmeros nomes ao longo de sua rea de distribuio. Em espanhol, as denominaes mais comuns so tiburn blanco (tubaro-branco) e gran tiburn blanco (grande tubaro-branco) (esta ltima influenciada pelo nome oficial em ingls, great white shark).

Na Espanha, a denominao tradicional de origem medieval o identifica como jaquetn (aumentativo de jaque, xeque em portugus), nome que acompanhado de distintos adjetivos se aplica tambm a muitas outras espcies da famlia Carcharhinidae. Existe tambm o nome jaquetn blanco (jaquetn-branco), derivado da fuso entre o nome anterior e o tiburn blanco (tubaro-branco), mais popular na atualidade. O nome de marrajo, como chamado s vezes em pases de lngua espanhola, pode levar a confuses com outras espcies de tubaro.

No Uruguai, dado tambm o nome de "africano" a esta espcia. Em outros pases existem denominaes mais truculentas como "devorador de homens", em Cuba. Neste ltimo pas, tambm conhecido como jaquetn de ley (jaquetn de lei), nome que, na Espanha, fica reservado para a espcie Carcharhinus longimanus.


Caractersticas gerais:

Os tubares brancos caracterizam-se pelo seu corpo fusiforme e grande robustez, em contraste com as formas espalmada de outros tubares. O focinho cnico, curto e largo. A boca, muito grande e arredondada, tem forma de arco ou parbola. Permanece sempre entreaberta, deixando ver, pelo menos, uma fileira de dentes da mandbula superior e uma dos da inferior, enquanto a gua penetra nela e sai continuamente, pelas brnquias. Se este fluxo parasse, o tubaro afogar-se-ia, por carecer de oprculos para regular a passagem correcta de gua, e afundar-se-ia na mesma, j que ao no possuir bexiga natatria v-se condenado a estar em contnuo movimento para evitar afundar-se. Durante o ataque, as mandibulas abrem-se ao ponto de a cabea ficar deformada e fecham-se imediatamente de seguida, com fora 300 vezes superior da mandbula humana. Os dentes so grandes, serrados, de forma triangular e muito largos. Ao contrrio de outros tubares, no possuem qualquer espaamento entre os dentes, nem falta de dente algum, antes, tm toda a mandibula repleta de dentes alinhados e igualmente capazes de morder, cortar e rasgar. Atrs das fileiras de dentes principais, este tipo de tubaro tem duas ou trs a mais em contnuo crescimento, que suprem a frequente queda de dentes com outros novos e vo-se substituindo por novas fileiras ao longo dos anos. A base do dente carece de raiz e encontra-se bifurcada, dando-lhe uma aparncia inconfundvel, em forma de ponta de flecha.

Os orifcios nasais (narinas) so muito estreitos, enquanto que os olhos so pequenos, circulares e completamente negros. No lombo situam-se cinco fendas branquiais, duas nadadeiras peitorais bem desenvolvidas e de forma triangular e outras duas, perto da nadadeira caudal, muito mais pequenas. A caudal est muito desenvolvida, assim como a grande nadadeira dorsal. Outras duas nadadeiras pequenas (segunda dorsal e anal), perto da cauda, completam o aspecto de este animal.

Apesar do seu nome, o tubaro apenas branco na sua parte ventral, enquanto que a dorsal cinzenta ou azulada. Este padro, comum a muitos animais aquticos, serve para que o tubaro se confunda com a luz solar (em caso de se olhar de baixo para cima) ou com as escuras guas marinhas (em caso de faz-lo de cima para baixo), constituindo uma camuflagem to simples quanto efetiva. O extremo da parte ventral das barbatanas da espdua e a zona das axilas aparecem tingidos de negro. A pele formada por dentculos dermicos ou dentculos cutneos, que do o aspecto liso sentido nariz cauda e extremamente spero no sentido cauda/nariz.
No obstante, a denominao de "tubaro-branco" poderia ter a sua lgica no caso de se avistarem exemplares albinos desta espcie, que so, contudo, muito raros. Em 1996, pescou-se, nas costas do Cabo Oriental (frica do Sul), uma fmea jovem, de apenas 145 cm, que exibia esta rara caracterstica.


Sentidos:

As terminaes nervosas do extremo lateral (Linha lateral), captam a menor vibrao ocorrida na gua e guiam o animal at presa, que est causando essa perturbao. Outros receptores (conhecidos como ampolas de Lorenzini, so clulas especializadas, com uma forma similar de minsculas "garrafas") situadas em toda regio da cabea do animal, permitem-lhe captar tambm campos eltricos de frequncia varivel, que provavelmente usam para orientar-se nas suas migraes, percorrendo grandes distancias. O seu olfato to potente que a presena de uma s gota de sangue a quilmetros de distncia serve para atra-lo, ao mesmo tempo que o torna muito mais agressivo. A viso tambm bem desenvolvida e tem um papel muito importante na aproximao final presa e o seu peculiar estado sempre atento, permitindo o ataque a partir de debaixo da mesma.


Tamanho:

O comprimento mais frequente entre os tubares adultos de quatro a cinco metros (sendo as fmeas maiores do que os machos), ainda que se conheam casos de indivduos excepcionais que ultrapassam amplamente estas medidas. Na atualidade, no se pode assegurar qual realmente o tamanho mximo nesta espcie, fato que se v reforado pela existncia de notas antigas, pouco fiveis, sobre animais realmente gigantescos. Vrios destes casos analisam-se no livro The Great White Shark (1991), de Richard Ellis e John E. McCosker, ambos peritos em tubares.

Durante dcadas, muitos livros de referncia no campo da ictiologia reconheceram a existncia de um tubaro-branco de 11 metros, capturado perto de Port Fairy (sul da Austrlia) na dcada de 1870, o que se considerava o maior indivduo conhecido. Ao abrigo desta medida mxima de comprimento, os registros de tubares brancos de sete a dez metros de largura foram considerados, at certo ponto, comuns e aceites sem grande discusso. Apesar disso, vrios investigadores puseram em dvida a fiabilidade do relatrio de Port Fairy, insistindo na grande diferena de tamanho entre este indivduo e qualquer um dos oconstruo do Porto de Suape.utros tubares brancos capturados. Um sculo depois da captura, estudaram-se as mandbulas do animal, ainda conservadas, e pode-se determinar que o seu tamanho corporal real rondava os cinco metros de comprimento. A confuso pode ter sido resultado de uma falha tipogrfica, um erro derivado da traduo de unidades de unidades anglo-saxs, ou internacionais (cinco metros so cerca de 16,5 ps), ou um simples exagero.
Voltando a Ellis e McCosker, estes asseguraram, na sua obra, que os maiores tubares brancos rondam os seis metros de comprimento, e que as informaes sobre indivduos de sete metros ou mais, especialmente as existentes na literatura popular, no esto presentes na cientfica. Realam o acontecido, em igual base, com a anaconda e a pito gigante, "estes tubares gigantes tendem a desaparecer quando um observador responsvel se aproxima com uma fita mtrica".

O maior exemplar que Ellis e McCosker reconhecem um tubaro-branco de 6,4 metros, capturado nas guas cubanas, em 1945, embora outras citaes atribuam tamanhos variveis que chegam at aos 7,9 metros. Uma fmea, de entre sete e 7,8 metros, foi encontrada morta numa praia de Malta, em 1987, longe da zona com maior concentrao de tubares brancos do Mediterrneo.
Em 2006, a maioria dos peritos j est de acordo em que o tamanho mximo que pode alcanar um tubaro-branco "no excepcional" de uns seis metros de comprimento e cerca de 1,9 toneladas de peso. As informaes sobre tamanhos muito maiores que este costumam considerar-se duvidosas.

Relativamente ao peso, surge um novo problema, j que este pode variar ligeiramente, em funo do que o tubaro tenha comido e se o fez o ou no h pouco tempo. Um exemplar adulto pode introduzir na boca at quatorze kg de carne, numa s mordida, e armazenar vrias vezes essa quantidade, no seu estmago, at que termine de digeri-los. Por esta razo, Ellis e McConker consideram possvel que os tubares brancos possam chegar a alcanar as duas toneladas de peso, ainda que o mais pesado que se encontrou at ao momento pese "apenas" 1,75 toneladas.

O mais pesado tubaro-branco reconhecido pela Associao Internacional de Pesca Desportiva (IGFA, em ingls) um exemplar de 1.208 kg, capturado por Alf Dean, em 1959, ao sul da Austrlia. Conhecem-se muitos outros exemplares mais pesados, mas a IGFA no os reconhece, por terem sido capturados sem respeitar as normas impostas por esta organizao.

Curiosidades O tubaro branco tornou-se conhecido pela maioria dos que moram no litoral sul de estado de Pernambuco, especialmente aqueles que residem nas proximidades das praias de Suape, Paiva, Candeias, Piedade e Boa Viagem. Isto porque a ampliao do Porto de Suape -um grande empreendimento local- ocasionou alguns transtornos natureza e s espcies de vida martima al existentes, pois tais mudanas fizeram com que este tubaro mudasse sua rota de caa ao alimento, fazendo com que ele fosse s prais mais prximas em busca de alimento, e no encontrando, atacasse os banhistas e surfistas,fazendo muitas vtimas, algumas delas fatais. Com isso, estas praias tiveram algumas reas restritas ao acesso dos banhistas e pratica do surf.

Distribuio:

O tubaro-branco vive sobre as zonas de plataforma continental, perto das costas, onde a gua menos profunda. nestas zonas, onde a abundncia de luz e correntes marinhas provocam uma maior concentrao de vida animal, o que, para esta espcie, equivale a uma maior quantidade de alimento. Ainda assim, esto ausentes dos frios oceanos rtico e antrtico, apesar de sua grande abundncia em plncton, peixes e mamferos marinhos. Os tubares brancos tm um avanado metabolismo, que lhes permite manterem-se mais quentes do que a gua que os rodeia, mas no o suficiente para povoar estas zonas extremamente frias.

reas com presena frequente de tubares brancos so as guas das Pequenas Antilhas, ou Golfo do Mxico, Flrida, Cuba e a Costa Este dos Estados Unidos at Terra Nova; a zona costeira do Rio Grande do Sul Patagnia, a do Oceano Pacfico na Amrica do Norte (desde a Baja California at ao sul do Alasca, onde chegam em anos anormalmente quentes) e da Amrica do Sul (desde o Panam ao Chile); arquiplagos do Oceano Pacfico, como Havai, Fiji e Nova Calednia; Austrlia (com a excepo de sua fronteira norte, sendo abundante na restante rea), Tasmnia e Nova Zelndia, sendo muito frequente na zona da Grande Barreira de Coral; norte das Filipinas e todo o litoral asitico, desde Hainan at ao Japo e Sacalina; Seychelles, Maldivas, frica do Sul (onde muito abundante) e as zonas em volta dos esturios dos rios Congo e Volta; e a fronteira costeira desde o Senegal at Inglaterra, com ajuntamentos considerveis nas ilhas de Cabo Verde a das Canrias, alcanando tambm os mares Mediterrneo e Vermelho. Nestas ltimas zonas onde a presena humana, manifestada atravs da super-explorao pesqueira e a contaminao das guas, tem reduzido consideravelmente a distribuio desta espcie. Apesar disso, parece que persiste na rea alguma zona de criao, como por exemplo o Estreito de Messina. Ocasionalmente, esta espcie pode alcanar tambm guas da Indonsia, Malsia, o Mar de Okhotsk e a Terra do Fogo.
Normalmente mantm-se a uma certa distncia da linha costeira, aproximando-se s naquelas zonas de especial concentrao de atuns, focas, pinguins ou outros animais de hbitos costeiros. Igualmente, costuma permanecer prximo da superfcie, ainda que, ocasionalmente, desa at cerca de um quilmetro de profundidade.


Alimentao:

Os tubares brancos diferem muito do que popularmente se lhes chama, mquinas de matar, segundo a (lenda urbana). Para poder capturar os grandes mamferos que constituem a base da sua dieta dos adultos, os tubares brancos recorrem a uma caracterstica emboscada: colocam-se a vrios metros por baixo da presa, que nada na superfcie ou perto dela, usando a cor escura de seu dorso como camuflagem com o fundo, tornando-se assim, invisveis para as suas vtimas. Quando chega o momento de atacar, avanam rapidamente para cima, com potentes movimentos do colo e abre as mandbulas. O impacto costuma chegar ao ventre, onde o tubaro aferra fortemente a vtima: se esta pequena, como um leo-marinho, mata-a no acto e posteriormente engole-a inteira. Se maior, arranca um grande pedao da mesma, que ingere inteiro, j que os seus dentes no lhe permitem mastigar. A presa pode morrer imediatamente ou ficar moribunda, e o tubaro voltar a alimentar-se dela, arrancando um pedao atrs de outro. Excitados pela presena de sangue, a zona encher-se- de tubares. Em algumas zonas do Pacfico, tubares brancos arremetem com tanta fora as focas e os lees-marinhos, que estes se elevam alguns metros sobre o nvel da gua, com sua presa entre as mandbulas, antes de voltar a afundar-se.

Esta espcie tambm consome carnia, especialmente a que procede de cadveres de baleia deriva, dos quais arrancam grandes pedaos. Prximo das zonas costeiras, os tubares brancos consomem grandes quantidades de objetos flutuantes, por engano: nos seus estmagos j se chegou a encontrar, inclusive, matrculas de automvel.

Tanto na caa como nos outros vrios aspetos da sua vida, o tubaro-branco costuma ser bastante solitrio. Ocasionalmente vem-se parelhas, ou pequenos grupos, deslocando-se em busca de alimento, trabalho que os leva a percorrer centenas de quilmetros. Ainda que preferentemente nmadas, alguns exemplares preferem alimentar-se em certas zonas costeiras, como ocorre em algumas regies da Califrnia, frica do Sul e, especialmente, Austrlia.

Inimigos naturais:

O tubaro-branco o maior dos peixes carnvoros e um dos animais mais poderosos dos oceanos. Entretanto, tem um grande inimigo: o ser humano.

Alm disso, tambm tem que temer a orca (seu nico inimigo em todo o oceano quando este ainda no adulto). Em outubro de 1997, nas guas que banham as ilhas Farallon (na costa da Califrnia) ocorreu um ataque de uma orca fmea de 6,5 metros conhecida pelos cientistas como ca2 contra um tubaro-branco jovem de 3 metros de tamanho, durante o qual o tubaro morreu. Mas o tubaro-branco, quando est completamente desenvolvido, carece de inimigos ou predadores, somente quando filhote pode ser atacado pelas orcas ou por tubares maiores. No h nenhum caso documentado de ataque de orca contra um Carcharodon carcharias adulto.

Reproduo:

Ainda que apenas existam poucos casos de fmeas grvidas capturadas, pode-se afirmar que esta espcie prefere reproduzir-se em guas temperadas, na primavera ou vero, e ovovivpara. Os ovos, de 4 a 10 ou talvez at 14, permanecem no tero at que eclodem: possvel que no tubaro-branco se d o canibalismo intra-uterino (sendo as crias mais frgeis e os ovos ainda por abrir devorados por seus irmos mais fortes) da mesma forma que acontece em outras espcies de lmnidos, mas por agora no algo que esteja totalmente provado. Entre trs ou quatro crias de 1,20 metros de comprimento e dentes serrados conseguem sair ao exterior no parto e imediatamente se evadem de sua me para evitar serem devoradas por ela. Desde ento levam uma vida solitria, crescendo a um ritmo bastante rpido. Alcanam os dois metros no primeiro ano de vida; os machos, menores que as fmeas, amadurecem sexualmente antes que estas, quando alcanam os 3,8 m de comprimento, ainda que de acordo com Compagno (1984) alguns indivduos poderiam amadurecer excepcionalmente quando contam com apenas dois metros e meio. As fmeas no podem se reproduzir at que alcancem entre 4,5 e 5 m de comprimento.

No se conhece muita coisa sobre as relaes intra-especficas que se do nesta espcie, e o que sabe sobre o acasalamento no uma exceo. possvel que este se produza com mais frequncia depois de que vrios indivduos compartilham um grande banquete, como por exemplo, um cadver de baleia. A vida mdia para esses animais no se conhece com exatido, mas provvel que oscile entre os 15 e 30 anos.


Perigo de extino:

Devido ampla rea de distribuio desta espcie, impossvel saber o nmero de tubares-brancos que existem, ainda que seja de forma aproximada. Apesar disso, sua baixa densidade populacional, unida a sua escassa taxa de reproduo e sua baixa esperana de vida fazem que o tubaro-branco no seja um animal precisamente abundante. A pesca esportiva do tubaro, sem interesse econmico algum, se desenvolveu nos ltimos 30 anos devido, em grande parte, popularidade de filmes como Tubaro (Steven Spielberg, 1975) at o ponto de se considerar a ameaa de extino em vrios lugares.
A lista vermelha da IUCN incluiu o tubaro-branco pela primeira vez em 1990 como espcie insuficientemente conhecida, e desde 1996, como vulnervel. O II Apndice do Convnio CITES o inclui como espcie vulnervel sendo explorada irracionalmente.

As medidas de conservao devem se aplicar obrigatoriamente sobre as populaes em liberdade, j que a criao em cativeiro do tubaro-branco impossvel, devido provavelmente ao acusado carter nmade da espcie (se tem dados de indivduos visitando alternativamente as praias da frica do Sul e Austrlia, a 2.200 km de distncia). O nico exemplar que chegou a ser exibido vivo em um edifcio foi uma fmea jovem chamada Sandy, que viveu durante trs dias do ms de agosto de 1980 no aqurio Steinhart, de So Francisco. Depois de 72 horas em cativeiro, Sandy teve que ser libertada aps deixar de comer e de se provocar graves feridas ao se chocar repetidamente contra uma das paredes do seu recinto. Posteriormente, se descobriu que o que atraia Sandy at esse lugar em particular era uma minscula diferena de 125 microvolts (milhonsimos de volts) de potencial eltrico entre essa parede e o resto das do aqurio. A intensidade do campo eltrico que Sandy detectava era to pequena que passava desapercebida para qualquer dos outros animais que se encontravam no mesmo tanque, incluindo vrios tubares de outras espcies.

Por enquanto, no existe nenhuma moratria legal internacional sobre a pesca do tubaro-branco, ainda que esteja proibida em algumas reas de sua distribuio. O tubaro-branco uma espcie protegida na Califrnia, na costa leste dos Estados Unidos, no Golfo do Mxico, na Nambia, na frica do Sul, nas Maldivas, em Israel e parte da Austrlia (Austrlia Meridional, Nova Gales do Sul, Tasmnia e Queensland). A Conveno de Barcelona o considera uma espcie ameaada no Mediterrneo, mas quase nenhum pas com sada para este mar se efetuou alguma medida em favor de sua conservao.

Ataques a seres humanos:

O tubaro-branco uma ameaa que requer cuidados extremos, j que mostra comportamento alimentar muito diversificado. Sua dieta composta basicamente por focas e lees-marinhos; isso se d porque esses animais possuem muita gordura. No entanto, essa espcie se mostra agressiva qualquer animal - presa - que transite prximo. H muitas dvidas se essa postura por curiosidade, ou realmente voracidade alimentar. Cientistas ainda divergem se tubares brancos confundem humanos com focas, tartarugas ou lees marinhos. Em alguns testes recentes, um boneco vestindo uma roupa de mergulho foi seguidas vezes atacado por um tubaro branco, mesmo sem conter aroma de carne, peixe ou esboar movimentao. Para se ter uma idia da viso desses animais, eles conseguem distinguir espcies de lees marinhos e diferenciar o ataque por espcie, para evitar um possvel ferimento durante a caa. Como o corpo de humano no possui tanta gordura, o tubaro pode no partir para o segundo ataque. O tubaro-branco pode projetar sua mandbula durante um ataque, o que aumenta o ngulo da mordida.
Apesar de se ter criado uma lenda urbana, os ataques de tubares contra seres humanos so bastante raros. Dentro desses, os do tubaro-branco podem ser considerados anedticos se comparados com os do tubaro-tigre (Galeocerdo cuvier) ou o tubaro-cabea-chata (Carcharhinus leucas), o ltimo dos quais pode incluir remontar grandes rios (Mississipi, Amazonas, Zambeze etc.) e atacar as pessoas a vrios quilmetros do mar. Alm disso, as mortes causadas por estas trs espcies em seu conjunto so inferiores s provocadas por serpentes marinhas e crocodilos cada ano, e inclui menores que os falecimentos ocasionados por animais to aparentemente inofensivos como abelhas, vespas e hipoptamos. Considera-se que mais provvel morrer de um ataque do corao em alto-mar que por um ataque de um tubaro.

Conforme Douglas Long, "morre mais gente cada ano por ataques de cachorros do que por ataques de tubares brancos nos ltimos 100 anos". Em lugares onde a sua presena no to abundante, os ataques alcanam nmeros realmente irrisrios: por exemplo, em todo o Mediterrneo s se tem confirmado 31 ataques contra seres humanos nos ltimos 200 anos, em sua maioria sem resultado de morte. De acordo com alguns investigadores americanos, a cifra de ataques de tubares brancos a nvel global entre 1926 e 1991 seria de 115, sendo Califrnia, Austrlia e frica do Sul os lugares de maior concentrao desses ataques.

Essa escassez de ataques, sobretudo mortais, pode ser ocasionada porque a que a maioria dos tubares em geral e os brancos, em particular, no considerem aos humanos como autnticas presas potenciais. Ou, devido queda na populao deste animal. De feito, possvel que o sabor da carne humana seja incluso como algo desagradvel, e tambm seja menos nutritiva e muito mais difcil de digerir que a de baleia ou foca. A grande maioria de ataques consistem em uma nica mordida, depois o qual o animal se retira, levando poucas vezes alguma parte da infortunada vtima (principalmente ps e pernas). Estes ataques podem ter as seguintes razes:

O tubaro no ataca a vtima com inteno de com-la no ataque, mas porque a considera uma intrusa na sua atividade diria e v-a como uma ameaa em potencial. Por isso, a mordida e posterior retirada do tubaro nada mais seria do que uma desproporcionada advertncia.
O animal sente-se confuso ante algo que nunca tinha visto antes e no sabe se comestvel ou no. Portanto, o fugaz ataque uma espcie de "mordida-prova" com a inteno de descobrir se pode ou no alimentar-se desse novo elemento, no futuro. O possvel sabor desagradvel e complicaes digestivas posteriores faro com que o tubaro no volte a caar humanos, aps esta experincia.
Dada a natureza do ataque, a vtima humana morre apenas em raras ocasies, durante o mesmo. Quando isso acontece, a maioria das vezes devido perda massiva de sangue, que deve evitar-se de imediato. A libertao de sangue na gua pode atrair tambm outros tubares e peixes carnvoros, de diversas espcies, que podem ver-se impulsionados a realizar suas prprias "mordidas de prova", que pioraro o estado da vtima.

Contudo, o perigo de ataque existe sempre, por mais remoto que seja. Uma pesquisa mostra que cerca de 80% das mortes causadas por tubares brancos ocorreram em guas bastante quentes, quase clidas, equatoriais, quando a maioria destes animais vive em zonas temperadas. Isto se deve provavelmente ao fato de que a grande maioria dos tubares brancos so jovens e crias, que necessitam das guas temperadas para o seu desenvolvimento, enquanto que nas zonas mais quentes apenas entram os indivduos maiores e velhos, que so muito mais violentos e perigosos.

Fizeram-se vrios ensaios de mtodos para evitar as feridas por mordedura de tubaro-branco, em caso de um ataque repentino, entre elas encontram-se repelentes qumicos, cotas de malha metlicas que se sobrepem aos trajes de mergulho e acessrios que geram um campo elctrico em torno do tronco do surfista e desorientam qualquer tubaro que se aproxime. No entanto, por muito eficientes que possam ser estes mtodos, parece evidente que o melhor afim de evitar ataques ser no cometer imprudncias, como afastar-se demasiado da costa, nadar sozinho ou nas primeiras e ltimas horas do dia, ou, evidentemente, aproximar-se, de forma deliberada, de um exemplar, sobretudo se for de tamanho considervel.

O tubaro-branco na fico:

Na fico, o tubaro-branco aparece como encarnao do perigo, em vrias culturas. No entanto, a atual caracterizao popular do tubaro-branco como o assassino do mar, por excelncia, no existiria (ou no estaria to difundida) se no fosse o filme Tubaro, em 1975. O filme baseado na novela Jaws (romance) (1974) de Peter Benchley, que se inspira vagamente no sucesso histrico: a morte e mutilao de diversas pessoas, causadas por ataques de um tubaro que foi identificado como branco, em Nova Jersey, em 1916. Este filme virou as atenes para o tubaro-branco. Entretanto, outros filmes se fizeram, e o tubaro aparece neles como assassino, repetindo o xito de seu predecessor. Entre esses est tambm o filme de animao Procurando Nemo, em 2003, da Disney, que inclui personagens cmicos representados por este tubaro.











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