Nova Tabela Peridica

    Philip Stewart, professor de Ecologia da Universidade de Oxford (Inglaterra), props uma nova verso da Tabela Peridica, com um visual bem mais agradvel e atraente que o da tradicional.
    Chamada de Galxia Qumica, apresenta os elementos dispostos em uma s espiral: os mais leves esto no centro e os mais pesados esto na borda.
    Os elementos conhecidos como terras raras (lantandios e actindios), que eram colocados em separado na tabela tradicional, passam a ser colocados em seus respectivos lugares.
    Que ela bem mais bonita no se discute!


    Os segredos da Finlndia

    Beatriz Rey, de Helsinque*

    "No!", interrompeu Alfons Tallgreen, 13 anos, ao ouvir que o finlands, sua lngua materna, tinha razes semelhantes s da lngua russa. "O estoniano, o hngaro e o finlands so lnguas correlatas. Aconteceu assim: primeiro, o finlands comeou a ser usado no sul da Finlndia e, aos poucos, foi ganhando o norte do pas", conta o menino ruivo, aluno da 7 srie da Itkeskus, em Helsinque, capital da Finlndia. Apesar de j conhecer a histria de sua lngua, Alfons quer, no futuro, estudar as propriedades de plantas e micro-organismos. Pausadamente, explica que sua vontade inicial era ser dentista - a me o demoveu da ideia. Porm, j estava interessado em biologia nessa poca. "Estava pesquisando a floresta aqui do lado da escola. Mas infelizmente as rvores sero cortadas para a construo de casas de madeira no lugar", diz.

    A escola em que Alfons estuda tem o foco especfico em lnguas. Ali, os alunos tm a opo de estudar diversos idiomas.
    o caso de seu colega, Muaad Hussein, cuja famlia tem ascendncia libanesa. Com a mesma idade de seu colega, o menino j conhece cinco lnguas: rabe, sueco, italiano, francs e finlands, alm de entender tambm um pouco de espanhol. " claro que nem todos os alunos se interessam assim. Alguns no querem nem ouvir os professores. No pensam no futuro", desabafa. Muaad tem razo. Ali, na Finlndia, os meninos e meninas so iguais a todos os outros no mundo: no gostam de escola, adoram o videogame, o computador, andam de skate em praas e passeiam em grupos pelos shoppings. O que leva, ento, o pas a ser sucessivamente o primeiro colocado nas avaliaes do Pisa? Na ltima edio, que avaliou cincias, a mdia finlandesa foi de 563 - o Brasil alcanou 390 (52 de 56 pases).
    Um documento do prprio Ministrio da Educao, criado para apresentar o sistema educacional finlands a estrangeiros, comea a responder pergunta. Logo no comeo, h uma advertncia: o sucesso s pode ser explicado em funo de uma conjugao de fatores, e no por uma nica ao. A primeira razo, diz, que a sociedade finlandesa valoriza a educao e, portanto, tem uma atitude muito favorvel rea. Os nmeros do subsdio frase que, aparentemente, no diz muito: aproximadamente 75% dos adultos entre 25 e 64 anos tm diploma de ensino superior. Na Finlndia, o ensino obrigatrio dos 7 aos 16 anos - em outras palavras, cursa o ensino mdio quem quer. Mas apenas 1% dos estudantes da chamada escola "compreensiva" (equivalente ao nosso ensino fundamental) no continua os estudos.

    Ser professor
    Muito dessa atitude favorvel educao provm de uma cultura desconhecida em terras brasileiras. Na Finlndia, o professor visto com respeito - profissionalismo e responsabilidade envolvem a profisso. H um componente histrico nessa valorizao: h cem anos, quando o pas ainda se configurava como nao, a pobreza reinava, principalmente no interior. Ali, quem tinha um diploma de professor era tratado como se fosse rei. Foi esse o relato de um membro do Conselho Nacional de Educao Finlands, Reijo Laukkanen, em entrevista Educao na edio 150. Hoje, menos reverenciado, pois divide o conhecimento com profissionais de outras reas. Mas nas ruas de Helsinque possvel perceber a atmosfera positiva que o envolve. Enquanto espera em frente famosa loja de departamento Stockmann, Sari Nummila, 41, me de dois filhos, categrica: "o que posso dizer? Ns precisamos deles. Ficaria feliz se um dos meus filhos se tornasse professor", diz. Lea Itoonen, 56, me de trs filhos e voluntria da Cruz Vermelha Internacional, diz estar satisfeita com a educao que recebem na escola. S tem uma reclamao: antigamente, os professores tinham personalidade mais forte. "Gostaria que eles no apenas fossem um agrupamento excelente, mas tivessem mais atitude, enfrentassem os pais e o governo por melhores salrios", relata. Mas, de qualquer maneira, diz: " uma profisso bonita para se ter aqui". Mesmo entre os mais jovens, a percepo no se altera. Annette Backman, 21 anos, tem inclusive uma amiga que quer ser professora. "Eles so competentes e ela gosta da profisso", relata.

    O fato de o professor ter autonomia para trabalhar em sua sala de aula tambm colabora com a viso social to positiva. H um currculo nacional bsico, que dita as linhas gerais do que deve ser ensinado, mas o docente pode escolher os mtodos, os livros, o tipo de didtica e inclusive optar ou no pelo uso da tecnologia. "O currculo no sobre o que se ensina. sobre o que os alunos devem aprender. Ele define as capacidades e habilidades que os estudantes devem ter quando terminarem seus estudos", explica Helj Misukka, secretria de Estado da Educao. Na Finlndia, antes de aprenderem os contedos, os alunos tm experincias prticas que auxiliaro no seu entendimento futuro. Um exemplo: na escola Itkeskus, estudantes de 10 anos tm aulas de culinria. Mas, ao assistir a uma aula, percebe-se o motivo da interveno dos professores quando eles explicam a reao do fermento em gua quente e em gua fria. Alm disso, os alunos aprendem a economizar energia e gua. atravs dos saberes cotidianos, como fazer uma receita, que os pequenos estudantes j apreendem conceitos para, mais tarde, aprenderem o contedo. Tudo muito bem amarrado.

    Formao
    Helj lembra outro aspecto da profisso docente: os professores so altamente qualificados. Para comear, a concorrncia nas universidades de pedagogia enorme. Dados do Ministrio da Educao do conta de que, na ltima primavera, havia 6 mil candidatos para 800 vagas. Aps ser aceito, o aluno deve completar o mestrado para poder lecionar em qualquer nvel educacional (veja mais sobre formao de professores na prxima edio de Educao). "Ns realmente podemos escolher os melhores", coloca.

    No difcil encontrar pelas escolas docentes cujo sonho de ser professor foi realizado. o caso de Lejeune Hannele, 42 anos, que leciona apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem na escola Itkeskus. "Queria ser professora desde os 8 anos. Estudei seis anos para conseguir. Sempre gostei de estar com crianas", conta. Lejeune passou seis anos no curso superior porque estudou letras durante quatro anos e teve um ano extra para ser docente e outro para ser professora de crianas com necessidades especiais. importante notar que h um facilitador para a qualidade docente: os alunos j vm com repertrio e formao consolidada para a universidade, adquiridos durante o ensino fundamental e mdio. Alis, eis outro aspecto digno de nota: os ensinos fundamental obrigatrio e de graa para todos os alunos. Isso inclui materiais escolares, merenda, atendimento mdico, atendimento dentrio e transporte. No ensino mdio, s fica a cargo do aluno o material escolar.
    Liberdade e liberdade
    O modelo de gesto educacional na Finlndia tambm diferenciado. O Ministrio da Educao no tem as mesmas funes que o MEC brasileiro. Responsvel pela elaborao de polticas pblicas e de legislao, ele as prope ao Parlamento, que pode aprov-las ou no. um rgo de carter menos executivo. O Conselho Nacional de Educao age mais efetivamente na implementao das leis. Um exemplo: o Ministrio opta pela existncia de um currculo mnimo nacional. O Conselho, ento, fica responsvel pelo desenho desse currculo. Abaixo dele, esto os chamados escritrios estaduais, cuja funo na prtica a elaborao de estatsticas sobre determinadas regies. Quem realmente executa so os municpios. O material didtico usado por eles no inspecionado pelo Ministrio desde 1990, quando o processo de autonomia se consolidou (ver texto na pgina 62). Os municpios e as escolas tm liberdade para escolher o material didtico mais adequado s suas realidades. Geralmente, os municpios que esto localizados no interior do pas e tm menos condio financeira recebem um repasse de verba do governo federal - algo em torno de 42% do oramento municipal. Helsinque no recebe nenhum tipo de ajuda do gnero. Todo oramento provm dos impostos municipais. "As pessoas dizem que gostariam de pagar mais impostos, j que consideram a escola um servio muito importante. Eles so altos, mas eles tm retorno do governo", aponta Helj.

    O documento do Ministrio da Educao ressalta a existncia de um sistema educacional que oferece oportunidades iguais a todos, independente mente da regio em que moram, do sexo, da situao econmica, da lngua ou das origens culturais. A maioria dos imigrantes que residem na Finlndia composta por russos, estonianos, chilenos e chineses. Eles vo para as escolas regulares, onde aprendem o finlands e a sua lngua materna. Por trs dessa iniciativa est a inteno de que as razes culturais no se esvaiam. "Se voc no sabe sua prpria lngua, muito difcil aprender outras", coloca Helj Misukka. A secretria de Estado enxerga alguns grandes desafios pela frente. Um deles a discusso do nmero de alunos por sala. Quando assumiu o cargo, fez um mapeamento desse nmero em todos os municpios - o que no foi bem recebido nas cidades. Como as escolas so autnomas, h salas de 8 alunos e de 36, o mximo registrado. "Demos 16 milhes a eles neste ano e daremos mais 30 milhes no prximo ano para que deixem suas salas menores", diz.

    Outra questo, a formao continuada dos professores, toca num ponto importante: tecnologia. Mais uma vez, a rede autnoma cria sistemas paralelos. Algumas escolas, como a Itkeskus, usam lousa digital. Mas os municpios que sofrem com problemas financeiros no podem arcar com esse custo. Helj diz que ter medo da tecnologia no uma atitude correta. Lembrando que a Nokia finlandesa, afirma que grande parte dos alunos do 1 ano j tem celular. "Se vo escola e l no h nenhum tipo de tecnologia, a escola vira um museu. Se o professor quer ensinar como um aluno deve se comportar no universo on-line e a escola no puder lidar com isso, temos um problema", levanta. H um projeto-piloto no pas que usa a tecnologia com crianas que tm necessidades especiais. Elas aprendem a ler e a escrever primeiro no computador, e depois vo para o papel. " mais fcil para eles e no h nada errado com isso. H diferentes tipos de aprendizes e diferentes solues pedaggicas para eles", afirma.

    *A jornalista Beatriz Rey viajou a Helsinque a convite da Embaixada da Finlndia no Brasil e do Ministrio das Relaes Exteriores da Finlndia

    Mais Informaes: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12797


    "Curiosidades" sobre a poluio pelo mundo:

    1. Durante o inverno, grande parte da poluio nas grandes cidades americanas vem das lareiras e foges lenha;

    2. De acordo com a OMS, morar no Cairo (Egito) como fumar 20 cigarros por dia;

    3. No ano 2002, uma avaliao do Banco Mundial mostrou que 2.42 bilhes de dlares em estragos por causa da poluio do ar foram provocados no Egito (ou seja, 5% do PIB daquele pas);

    4. O risco de contrair cncer por respirar fumaa de motores diesel 10 vezes maior que ao respirar todos os outros poluentes txicos do ar em conjunto. Por isso, a EPA relata que as emisses vindas do diesel trazem mais de 70% do risco de cncer vindo da poluio do ar nos EUA;

    5. Apenas no estado de Massachusetts (EUA), anualmente morrem 450 pessoas devido a poluio por fumaa de diesel, alm de 700 ataques cardacos no-fatais, 9.900 crises de asma, 13.000 problemas respiratrios infantis e 60.000 dias de trabalho perdido devido a doenas respiratrias;

    6. As emisses de carbono crescem a um ritmo de 3.3% por ano desde o ano 2000;

    7. Estudos recentes no Canad mostram que, apenas na cidade de Toronto, cerca de 440 mortes ocorrem a cada ano devido a poluio por automveis;

    8. Os portos das cidades de Los Angeles e Long Beach (Califrnia, EUA) j contriburam com mais emisses de NOx na atmosfera que todos os 6 milhes de carros que circulam naquela regio.

    9. Emisses de navios ocenicos causam cerca de 60.000 mortes por ano, principalmente por cncer de pulmo e corao. Os portos de Xangai e Hong Kong (entre os cinco maiores portos do mundo) esto entre as cidades com as maiores taxas de doenas relativas poluio do ar.

    10. De acordo com estudos realizados nos EUA, as termoeltricas provocam mais de 2800 mortes por cncer de pulmo e 38.200 ataques cardacos todos os anos naquele pas.



    Nova camisa da Seleo exemplo de sustentabilidade

    Uniforme feito apenas com garrafas de plstico recicladas

    A Nike apresentou nesta quinta-feira, na capital inglesa Londres, a camisa que a Seleo Brasileira utilizar na Copa do Mundo deste ano, na frica do Sul. A novidade do uniforme o compromisso com o meio ambiente: ele feito apenas com material reciclado.

    O atacante Alexandre Pato, do Milan (ITA), foi o modelo na apresentao da camisa. Curiosamente, ele foi apenas a quinta opo para o evento . A estreia da Amarelinha acontecer na prxima tera-feira, em amistoso contra a Irlanda, tambm em Londres. A partida ser a ltima antes da convocao final para o Mundial.

    Inspirada no uniforme brasileiro da Copa de 1970, a Amarelinha feita com material 100% reciclado de garrafas plsticas de gua e refrigerante. Para cada camisa, foram usada oito garrafas reciclveis. O produto 15% mais leve do que o utilizado no Mundial de 2006.

    Alm do Brasil, selees como Austrlia, Holanda e Portugal tambm utilizaro o inovador material.



    Iceberg gigante se rompe da Antrtida e ameaa mudar correntes martimas

    Um vasto iceberg que se descolou do continente Antrtico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alteraes nas correntes martimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.

    Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg - que tem aproximadamente a metade do tamanho do Distrito Federal e est flutuando ao sul da Austrlia - pode bloquear uma rea que produz um quarto de toda a gua densa e gelada do mar.

    Segundo os cientistas, uma desacelerao na produo desta gua densa e gelada pode resultar em invernos mais frios no Atlntico Norte.

    Neal Young, um glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antrtico na Tasmnia, disse BBC que qualquer interrupo na produo destas guas profundas super frias na regio pode afetar as correntes ocenicas e, consequentemente, os padres de clima ao longo de anos.

    "Esta rea responsvel por cerca de 25% de toda a produo da gua de baixo na Antrtica e, portanto, ir reduzir a taxa de circulao de cima para baixo", afirmou Neal Young.

    "Voc no ir ver isso imediatamente, mas haver efeitos corrente abaixo. E tambm haver implicaes para os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta rea para alimentar-se", completou.

    gua aberta

    O iceberg est flutuando em uma rea de gua aberta cercada de gelo do mar e conhecida como polinia.

    A gua gelada e densa produzida pela polinia desce para o fundo do mar e cria a gua densa salgada que tem papel-chave na circulao dos oceanos ao redor do globo.

    Benoit Legresy, um glaciologista francs, afirmou que o iceberg descolou-se da Geleira Mertz, uma lngua de gelo saliente de 160 km na Antrtida Leste, ao sul de Melbourne.

    O iceberg foi deslocado pela coliso com outro iceberg maior e mais velho, conhecido como B-9B, que rompeu-se em 1987.

    "A lngua de gelo j est quase quebrada. Ela est pendurada como um dente frouxo", afirmou Legresy.

    "Se eles (os icebergs) ficarem nesta rea - o que provvel - eles podem bloquear a produo desta gua densa, colocando essencialmente uma tampa na polinia", acrescentou.




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